Beirando os Andes desde o Noroeste até a Patagônia 

María Victoria Mermoz nos leva numa viagem através das regiões vinícolas argentinas

Oi, amigos de tudo o que é bom na vida! Queremos compartilhar com vocês as regiões argentinas e os seus vinhos, para que possam visitar a gente por um mês se quiserem… Então vamos percorrendo as províncias com as suas regiões vinícolas, desde Salta até Neuquén.

Antes que nada, um pouco de história. Lembrem que aqui se faz vinho desde a chegada dos espanhóis através do que hoje é Chile, no século XVI! Vinho exclusivamente para missa, porém… A vitivinicultura só virou indústria entre os séculos XVIII e XIX, com a chegada dos
imigrantes europeus e com o trem que permitia que o vinho fosse transportado a granel. Depois da crise dos anos ’70, começamos a produzir vinhos de maior qualidade. Só desde os ´80,  aArgentina exporta vinhos, sendo Brasil e Estados Unidos os maiores mercados. Vamos beirando a cordilheira do norte para o sul… Prontos?

viñedos saltsA província de Salta tem os vinhedos nos Valles Calchaquíes, com altitudes que vão até os 3000 metros sobre o nível do mar. Por causa da amplitude térmica, a casta Torrontés é ideal aqui. A origem desta uva foi na Argentina, como resultado de uma cruza genética entre as uvas Moscatel de Alexandría e Criolla Chica. Algumas pessoas falam que esta cruza aconteceu no vinhedo, enquanto outras dizem que aconteceu num laboratório… Seja como for, esta uva dá vinhos aromáticos e secos. O apelido deste vinho é “mentiroso”, já que tem cheiros doces
que lembram a moscatel e jasmins, mais na boca é seco, com acidez bem marcada. Por ser tão refrescante harmoniza à perfeição com comidas picantes como caril, comida mexicana, indiana, empanadas salteñas e porque não com feijoada! (ops!… Não fiquem bravos comigo!).
www.turismo.salta.gov.ar

Continuando em direção sul, a próxima província é Catamarca, famosa além de vinho pelos olivares… As regiões produtoras de vinho são Tinogasta e Fiambalá. Tradicionalmente é uma província famosa por vinhos “pateros” (feitos com os pés) e aguardente. Com clima seco, verões longos e poucas chuvas, esta região é ótima para uvas que têm um ciclo mais longo na planta, como Cabernet Sauvignon e Tannat. Também encontramos Bonarda, Moscatel de Alexandria e excelente Syrah! www.turismocatamarca.gov.ar

La Rioja. Para não ter conflito com a Rioja na Espanha, os vinhos desta província devem levar no rotulo o nome da região especifica à que pertencem; Chilecito, Famatina, etc. Por causadas altas temperaturas no verão (tem dias de 45º) e as poucas chuvas, se dão vinhos brancos pouco ácidos, levemente doces e muito aromáticos. Uma das castas mais importantes aqui é Torrontés Riojano: A diferença com o Torrontés de Salta é que o Riojano tem aromas e sabores mais intensos e Rusticos. Esta uva também se usa para espumantes. As tintas são cultivadas em menor quantidade, sendo as mais importantes a Bonarda e a Barbera. Estas dão vinhos de cor intensa, para consumo jovem. www.turismolarioja.gov.ar

San Juan tem o Syrah mais prestigioso do país; ao nível dos melhores do mundo. Mesmo assim, nesta província predominam as uvas brancas sobreas tintas, sendo tradicionalmente famosa pelos vinhos brancos de mesa, generosos como xerez e portos, destilados como o conhaque. Os vales principais são Tullum, Zonda e Ullum, as margens do Rio San Juan. www.sanjuan.gov.ar

10 para guia de bodegasChegamos a Mendoza: As regiões mais interessantes de visitar são Luján de Cuyo e Maipú –tradição e vinhedos antigos- e o Valle de Uco, a região mais nova e de maior altitude. Em todas estas áreas temos Malbec, mas ela vem de Cahors, ao sul da França, onde éconhecida como Cot. A Malbec só chegou em Mendoza ao fim do século XIX… Nessa época a Cabernet Sauvignon já era prestigiosa, em quanto ninguém sabia das bondades da Malbec. Só a partir dos ’80 se começou a pensar nela como casta ideal para Mendoza, previa mudança do trabalho
no vinhedo, para obter qualidade e não quantidade. Para visitar as vinícolas, vá na TroutandWine (www.troutandwine.com ). Aí oferecem tours pessoalizados, com guias que sabem o vocabulário técnico e falam um português bom demais! www.turismo.mendoza.gov.ar

E nas províncias de Neuquén e Río Negro temos as regiões de San Patricio del Chañar e o Alto Valle del Rio Negro. Estes vinhedos são dos mais austrais do mundo! Ideais para uvas brancas como Traminer, Riesling, Chardonnay e Sauvignon Blanc, que dão vinhos de altaqualidade e complexidade aromática, com acidez marcada, como é de esperar nos bons brancos. Entre as tintas encontramos Merlot, Malbec e Pinot Noir. Esta última dá uns vinhos excelentes e atípicos, de umacor intensa – tanto assim que às vezes custa identificar como Pinot Noir. www.neuquentur.gob.ar/ www.rionegrotur.gob.ar

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