Lá, onde mora o Condor

13 Cortesia Carlos A Peralta

As montanhas estão para Mendoza como o mar para o Rio, a floresta para Manaus ou a arquitetura para Brasília. Há na cidade uma porção de cores e cheiros que, por si só, já é um programão e tanto. Mas não fica só nisto; o pano de fundo mendocino chama e nos desafia a encontrar nas suas entranhas pontos específicos de encher os olhos e o coração. E as pedidas são muitas, vão desde um tranquilo dia de estância ou uma visita a lugares conhecidamente turísticos, até momentos de adrenalina pura com esportes radicais.

Para os mais tranquilinhos existem vários tours com roteiros diferentes que apresentam ao visitante locais como a Puente del Inca, uma ponte rochosa natural formada pela erosão e pelo recuo das geleiras. No inverno, o branco da neve toma conta de tudo e no verão, as cores das montanhas formam uma aquarela impressionante em tons de vermelho, verde, amarelo e cinza; uma festa para a máquina fotográfica. Los Penitentes no inverno é a estação de esqui mais pertinho da cidade. Nós brasileiros costumamos ir a Las Leñas, mas, se tiver neve, claro, Penitentes é uma boa opção. O Cristo Redentor, a 4.200m s/nível do mar é o ponto mais alto onde se pode chegar de carro e oferece uma vista incrível do Valle de Las Cuevas que é um colírio para os olhos; com este monumento se pode conhecer um pouco da história da região. Todos estes pontos podem ser alcançados seguindo a Estrada Internacional 7, que leva ao Chile.

O Parque Provincial Aconcágua pode ser visitado por pessoas de qualquer idade, desde que as pretensões não sejam de chegar ao cume, óbvio; este prazer está reservado aos aventureiros e “adrenalíticos”.

A lista de lugares com belíssimas paisagens não tem fim, alguns com mais ou menos infraestrutura, mas todos com preocupação ecológica e direcionada ao bem-estar do visitante. Um exemplo disto é o que acontece com a água em Mendoza. Elemento raro, difícil de ser encontrado, racionado, respeitado e vital. Paradoxalmente na natureza, quando aparece é exuberante; caso de Villavicencio, reserva ecológica com nascentes de água mineral com alto teor de pureza e de minerais. Já em Cacheuta, o cartão de visita são as águas termais, relaxantes e terapêuticas para tratar bem do corpo e da mente.

Mas, se o seu negócio é esporte, Potrerillos é o lugar! Este povoado encrustado nas montanhas merece um capítulo a parte.  Lá, você encontra trilhas incontáveis para caminhadas e cavalgadas com diferentes graus de complexidade por algumas horas ou um dia inteiro e ainda com opção de travessia dos Andes; escaladas, bicicleta, tirolesa e tudo o mais para os radicais de plantão… Contacte  www.cordondelplata.com.

2 cabalgata cortesia cordon del plata 3

Os esportes aquáticos também estão na lista. Ao passar perto de Potrerillos, o Rio Mendoza se exibe com corredeiras que convidam à prática do rafting, kayak e tudo mais. Adrenalina não falta para quem gosta! Algumas atividades podem ser feitas por iniciantes curiosos com a supervisão e apoio de pessoas capacitadas que, claro, não vão deixar você pagar mico. Neste caso, veja em www.argentinarafting.com.

Uspallata também merece uma visita. O maior centro populacional da Alta Montanha está supervoltado para o turismo e é sua última chance de encher o tanque, caso esteja indo ao Chile de carro, abra o olho! Antes de seguir viagem ou no caso de uma visita, Uspallata é indicada para um descanso, almoçar ou passar a noite.

E depois de tudo isto, que tal uma loura gelada? Loura, morena, negra, ruiva… Para fechar com chave de ouro, em El Salto, uma paradinha na Cervejaria Jerome é fundamental.  E como nem todo mundo é de ferro, uma cervejinha cai bem. Mas não é qualquer cerveja não! Aí você vai encontrar uma variedade de cervejas artesanais que são uma bênção ao paladar.

Mas, gente, por favor, nada disto é totalmente completo se você não passar uma noite, de preferência com lua cheia, nas montanhas; é quase tocar as estrelas e a lua com a mão. Em Las Vegas, El Salto e Valle del Sol tem cabanas para tod1 art andesos os gostos. www.potrerillos.com.ar

Tudo isto pode ser feito por conta própria. Porém o ideal é que tenha pessoas para guiá-los e orientá-los. Agências para isto tem de montão espalhadas pela cidade, mas sugiro que procurem o pessoal da Trout and Wine, http://www.troutandwine.com.  Eles têm um circuito andino que cobre grande parte dos lugares que citei; e se não cobrirem, certamente indicarão uma empresa séria que o faça.

Poderia passar horas dizendo o que Mendoza tem de bom, mas o espaço é curto. Uma última dica: é bom deixar a preguiça de lado e sair bem cedinho para o dia render. Os passeios pela montanha só exigem que você tenha disposição e, por isso, lute contra Morfeu! Aliás, você não veio a Mendoza para vê-la pela janela, né?

Desejo que tenham uma linda estadia e que, agora, tirem o bumbum da cadeira e…  “vambora pessoal! Pra rua”! A subir a montanha!

Por Carlo J. Lima

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